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Material Curso de Verão PGMC 2016 – LaTeX + Beamer

Esse ano participei como professora no Curso de Verão do Programa de Pós-Graduação em Modelagem Computacional da Universidade Federal de Juiz de Fora, com o minicurso: LaTeX + Beamer.

Foram duas semanas de aulas em que eu acabei aprendendo muito mais do que esperava! Espero que todos tenham absorvido o máximo possível e possam desenvolver documentos e apresentações com maior qualidade a partir desse curso.

Vou disponibilizar aqui os PDFs das aulas:

15/02/2016 – aula1 – Introdução ao LaTeX e ferramenta TeXstudio. 22/02/2016 – aula6 – Mais elementos de formatação.
16/02/2016 – aula2 – Formatação, listas, seções e teoremas. 23/02/2016 – aula7 – Desenhando com Tikz
17/02/2016 – aula3 – Elementos flutuantes (figuras e tabelas), organização do documento, definição de comandos e contadores. 24/02/2016 – aula8 – Apresentações com a classe beamer, frames, blocos, colunas e overlays.
18/02/2016 – aula4 – Modo matemático, fórmulas, símbolos e equações em várias linhas. 25/02/2016 – aula9 – Mais recursos do beamer, sumário, temas, apêndice, hiperlinks e código.
19/02/2016 – aula5 – Bibliografia, arquivo .bib e abnTeX2 26/02/2016 – Modelos de tese e dissertação do programa.

Clique aqui para mais informações sobre o modelo adotado pelo PPGMC-UFJF e procedimentos de defesa.

O material desenvolvido foi baseado em várias fontes disponíveis:

Qualquer dúvida ou sugestão deixe um comentário!

O que é um pós-doutorado?

Blog interessante para seguir! Esse post especificamente explica um pouco do que é um pós-doutorado no Brasil e em outros países!

Sobrevivendo na Ciência

O pós-doutorado tem várias faces. Pode ser visto como a próxima etapa na carreira de um cientista, depois de se titular doutor e antes de conseguir um emprego fixo como professor ou pesquisador. Pode ser também um período em que um cientista já experiente e empregado faz uma pausa no seu trabalho normal para atuar temporariamente em outra instituição. O significado do pós-doutorado depende principalmente do país, mas algumas características valem em toda parte.

Ver o post original 490 mais palavras

7 Coisas que Aprendi com o Doutorado Sanduíche nos Estados Unidos

Já comentei aqui quando comecei o doutorado sanduíche nos EUA e expliquei como surgiu a oportunidade e o que precisei fazer antes de embarcar. Vale a pena ler se está pensando em passar pela mesma experiência!

Gostaria de deixar registrado também algumas coisas que aprendi com essa experiência que recomendo a todos que tiverem oportunidade! Espero que possa ser um incentivo para quem está pensando em começar e também um momento de boas lembranças para quem passou por algo semelhante!

7 coisas que aprendi com o doutorado sanduíche:

1 – A melhor forma de entender algo é explicando pra alguém

Desde que cheguei ao laboratório assisti a diversas palestras, pelo menos uma por semana. Por lá os pesquisadores e estudantes são incentivados a apresentar seu trabalho com certa frequência. Em todas as palestras percebi a intensa interação entre o grupo e como surgiam novas ideias e críticas importantes ao trabalho.

Todas as vezes em que eu tive que apresentar meu trabalho (3 vezes em 9 meses) eu percebi o quanto ter que falar sobre meu problema e como estou resolvendo me ajudou a entender melhor o que eu estava fazendo e onde poderia chegar.

2 – Pesquisadores conhecidos podem ser mais acessíveis do que parece

Uma das coisas que me impressionou quando cheguei foi a facilidade que encontrei pra conversar com meu mentor. Ele estava sempre com a porta da sala aberta.

Durante minha estadia, o grupo recebeu uma série de pesquisadores visitantes de várias partes do mundo com quem possuem algum tipo de colaboração. Todos apresentaram seus trabalhos e estavam disponíveis para conversar e ajudar.

3 – Colaboração é a palavra-chave

Semelhante ao item anterior percebi que manter uma rede de colaboração é essencial no universo de pesquisa. Acredito que seja verdade para todas as áreas. E entendi que principalmente para alguém que espera continuar pesquisando numa área interdisciplinar é preciso estender a rede de contatos e colaborações.

Várias oportunidades de pesquisa e publicações, tão valorizados na área acadêmica, surgem de colaborações com pesquisadores e institutos diversos. Cada pessoa/grupo tem algo diferente a oferecer e a colaboração torna os trabalhos mais ricos ao permitir diversas formas de se resolver um determinado problema.

4 – Não ter medo de pedir ajuda

Logo que cheguei não tive muito tempo para entender o problema que estaria trabalhando e já fui logo tendo que começar a resolver. Após um mês ainda não tinha nada de concreto e meu mentor lá fora começou a se preocupar. Claro que bateu logo uma insegurança quando comecei a me deparar com possíveis erros de implementação. Mais tarde descobri que não estava cometendo nenhum erro mas havia um problema na definição do modelo que estávamos desenvolvendo.

Bom, só foi possível descobrir qual era o verdadeiro problema quando pedimos ajuda. Um dos pesquisadores visitantes era especialista em implementação de soluções de problemas do tipo que eu precisava resolver e me ajudou imensamente! Pudemos fazer os ajustes necessários para corrigir o real problema. Pedir ajuda pode ser a solução!

5 – Trabalhar é importante e se divertir também

Quando entrei no doutorado resolvi que continuaria fazendo sempre o melhor que pudesse mas, com a condição de ter tempo pros meus hobbies também! E quando comecei o sanduíche constatei que fora do Brasil é mais do que normal e esperado que se tenha tempo livre! As pessoas estão sempre conversando sobre seus hobbies e como foi a caminhada ou a viagem ou o show ou qualquer coisa que tenham feito à noite ou no fim de semana.

Durante o expediente todos são super focados e trabalham bastante buscando sempre a melhor solução para os problemas. Mas deixam o trabalho no local de trabalho! Claro que época de deadline é igual em todo lugar…

6 – Ambiente de trabalho pode fazer diferença

Tive a oportunidade de ter uma mesa em uma sala compartilhada que era meu local preferido no lab por ser em um centro de estudos que agrega estudantes e profissionais de áreas diversas com palestras e eventos frequentes.  Durante o verão principalmente quando o laboratório recebe estudantes de toda parte do mundo e pude fazer novas amizades e possíveis futuras colaborações.

Tive contato com pessoas motivadas que realmente amam o que fazem o que é uma grande inspiração!

Devemos buscar sempre essa motivação e ser essa pessoa que contagia os outros! Momento #FicaADica #SejaAMudançaQueQuerVerNoMundo do texto…

7 – Ter metas claras

Isso vale pra qualquer coisa na vida! É essencial saber onde quer chegar e o que quer alcançar.

No caso do doutorado sanduíche ter metas me ajudou bastante a lidar com a distância da família e dos amigos. Só precisava focar no próximo prazo e seguir em frente.

Quando percebi a próxima meta já era voltar pra casa e defender a tese! Como passou rápido!!!

Extra:

Estando fora pude valorizar as boas práticas do meu programa de pós-graduação no Brazil! Mesmo estando longe dos maiores centros de pesquisa mundiais, o programa sempre investe em colaboração com pesquisadores de outros programas no Brasil e no exterior. Se preocupam em oferecer todos os recursos que sejam necessários às pesquisas realizadas para que os alunos em formação tenham as melhores oportunidades. Como ex-aluna só tenho a agradecer!

Concorda com os pontos? Deixe um comentário! Vou adorar ler sobre outras experiências também!

Espero que esse post tenha sido útil!

Muito obrigada!

Dica Rápida: Incluir ou Remover Páginas de Arquivo PDF

Mais uma dica da série só lembro de postar quando preciso de novo!

Quem já teve que adicionar a folha de assinaturas no arquivo da monografia/dissertação/tese levanta a mão!!! Ou juntar ou separar arquivos PDF por qualquer motivo que seja!

Existem ferramentas que auxiliam esse processo de forma rápida e simples. A que geralmente recorro é o pdftk. Eu uso no Linux e vou colocar um exemplo usando linha de comando que resolve rapidamente o que preciso. Para quem utiliza windows aqui está o link para o instalador.

Para utilizar o pdftk faça download e instale. Para o Linux Ubuntu:

sudo apt-get install pdftk

Feito isso, basta mudar para a pasta onde estão os arquivos e utilizar os comandos do pdftk que precisar. Para o exemplo da folha de assinaturas em que precisamos inserir um arquivo de uma página com a folha de assinaturas chamado “folha.pdf” no arquivo com a tese “tese.pdf” supondo que queira inserir entre as páginas 3 e 4 da tese que contém 100 páginas no total, podemos utilizar:

pdftk A=tese.pdf B=folha.pdf cat A1-3 B1 A4-100 output arquivo_final.pdf

Esse comando monta um arquivo chamado “arquivo_final.pdf” que contem as duas primeiras páginas da tese + a folha de assinaturas + as páginas da tese a partir da quarta até o final. Modifique conforme a necessidade.

Existem outras formas interessantes de manipular arquivos com essa ferramenta. Se houver interesse posso colocar outros exemplos.

Espero que este post tenha sido útil.

Muito obrigada!

Referências:

Página do pdftk (em inglês)

Blog do Edivaldo

Importar Dados a Partir de Gráficos

Recentemente passei por uma situação que gostaria de utilizar dados de um artigo científico para alimentar meu modelo e comparar os resultados com o que foi publicado. No entanto, os dados foram apresentados apenas através de figuras e gráficos e não tive acesso aos valores exatos. Existem gráficos que até permitem uma aproximação, mas claro que o que eu precisava não conseguia inferir apenas olhando os eixos e deslizando uma folha de papel por cima, eu tentei…

Bom, claro que essa não é uma questão recente e me senti meio sem graça de não conhecer previamente ferramentas que extraem pontos de gráficos antes. Caso também não conheça e esteja passando pela mesma situação, segue uma dica de uma ferramenta grátis para ser utilizada no navegador mesmo, para identificar/extrair valores de alguma variável sob estudo a partir de gráficos.

WebPlotDigitizer é uma ferramenta fácil de começar a usar já que não precisa de instalação. Basta abrir essa página no navegador  e clicar no botão verde escrito “Launch App!”

O aplicativo inicia com uma figura de exemplo, mas você pode fazer upload da figura que precisar pelo menu superior “File/Load Image”.

O primeiro passo é identificar os eixos do gráfico clicando em em “Axes/Calibrate Axes” no menu superior e definir o tipo de gráfico. Para gráficos de duas dimensões, será exibida a seguinte janela explicando que deve clicar em quatro pontos conhecidos dos eixos, sendo dois no eixo X e dois no eixo Y, formando dois pares de pontos na ordem mostrada na figura:

webplotdigitizer1Depois de definir os eixos, os dados podem ser extraídos de várias formas dependendo to tipo de gráfico através do menu que aparece na lateral direita da tela.

Fonte: WebPlotDigitizer

É possível alternar entre o modo automático, em que é possível definir uma máscara e pintar a parte do gráfico que deseja extrair os pontos, e o manual, em que pode clicar nos pontos que deseja no gráfico e pegar um de cada vez.

Depois de definir todos os pontos basta clicar em “View Data” no canto inferior direito que abrirá uma janela com os pontos identificados, que podem ser salvos em um arquivo .csv, plotados ou copiados para utilizar da forma que quiser.

Sei que foi um tutorial bem superficial e não explorei todas as possibilidades da ferramenta mas a ideia era apresentar uma opção para quem não conhecia nenhuma ferramenta desse tipo. Quaisquer dúvidas ou sugestões por favor deixem nos comentários!

Espero que a dica tenha sido útil!

Muito obrigada!

Dica: Modo de Segurança do Windows 8 em Notebooks Dell Inspiron

Nesse link tem um tutorial da Dell sobre como reiniciar seu computador a partir do Windows para acessar o menu que permite entrar no modo de segurança entre outras coisas.

Mas se teve algum problema, por exemplo, seu computador hibernou e agora o Windows não inicia de jeito nenhum e só mostra uma tela preta, outra forma de entrar no modo de segurança é pressionando a tecla F8 antes de carregar o Sistema Operacional.

Se tem duas opções de SO selecione o windows no menu, pressione enter e clique desesperadamente em F8. Já deve saber isso mas, se seu computador é um laptop Dell Inspiron (vou ficar devendo mais informações sobre outros modelos, mas pode deixar um comentário que respondo), deve pressionar:

SHIFT + F9 !!! Ao invés de shift+F8 como diz na página da Dell…

Espero que tenha ajudado!

 

LaTeX – alinhar bloco de equações

Estava sentindo falta de escrever um tutorial então vamos lá! Esse blog começou porque queria salvar coisas que me ajudaram bastante em algum momento e que pudesse ajudar outras pessoas, e a mim mesma no futuro porque esqueço as coisas muito facilmente. Acho que a maioria dos acessos ao post  Instalação do Driver da Nvidia no Fedora 19 devem ser meus mesmo…

Dou preferência ao português pra facilitar a vida dos colegas que falam português. Sim, tenho acessos de Portugal e outros países que falam português o que acho o máximo! Muito obrigada pelos acessos! 🙂 No momento o post que tem mais acessos de forma geral é o Algoritmos no LaTeX em português 🙂

Bom, tenho usado LaTeX no dia a dia para criar relatórios e salvar experimentos e acabo utilizando os modelos de artigo e relatório padrão e gosto de alinhar todas as equações quando começo um novo documento. Mas não necessariamente um modelo pronto já vai alinhar os blocos de equações automaticamente então vou apresentar algumas opções aqui caso também queira e/ou precise alinhar equações ou blocos de equações no seu documento LaTeX.

Alinhar equações no LaTeX

Existe uma forma simples de alinhar à esquerda todas as equações de um documento LaTeX: basta usar a opção fleqn no início do documento. Por exemplo, se for criar um artigo a primeira linha deve ser parecida com essa:

\documentclass[fleqn,12pt]{article}

Somente acrescentar essa opção já será suficiente para trazer suas equações para a esquerda. Considere o seguinte código como exemplo:

\documentclass[12pt]{article}
\begin{document}
\section{Exemplo}
Bloco de equacoes:
\begin{eqnarray}
a_1 = b_1+c_1 \\
a_2 = b_2+c_2-d_2+e_2
\end{eqnarray}
\end{document}

Observe que estou usando o ambiente eqnarray para definir o bloco de equações mas a opção funciona também para uma equação definida no ambiente equation. Saída gerada pelo código acima antes e após acrescentar a opção fleqn no início do documento:

Resultado antes.
Resultado antes.
Resultado depois.
Resultado depois.

Possivelmente o seu conjunto de equações não terá o mesmo número de termos e, mesmo após inserir a opção fleqn, ainda estará desalinhado entre si como no exemplo acima. Para resolver alinhamento entre as equações, basta usar o caractere “&” cercando as igualdades como no fragmento de código abaixo:

\begin{eqnarray}
a_1 &=& b_1+c_1 \\
a_2 &=& b_2+c_2-d_2+e_2
\end{eqnarray}

Poderia terminar o post por aqui, mas se ainda não estiver satisfeito e quiser trazer as equações para o mesmo alinhamento do texto, ainda existe outra opção que modifica a identação de todas as equações no documento:

\setlength{\mathindent}{0pt}

Esse comando deve ser inserido no início do documento após a definição da classe e antes do \begin{document}, onde normalmente define os pacotes que serão utilizados. Abaixo, a diferença de alinhamento utilizando o caractere “&” e após modificar a identação:

Alinhamento com caractere & e após modificar identação das equações. A linha vermelha foi colocada para ajudar a visualizar a diferença em relação ao texto.

 

Já citei no post Algoritmos no LaTeX em português uma ótima referência em inglês sobre LaTeX é o blog texblog.

Espero que tenha ajudado! Qualquer dúvida pode deixar nos comentários que respondo!

Doutorado Sanduíche – Estados Unidos

Consegui!

Seguindo a linha dos posts relacionados a pós-graduação, gostaria de relatar um pouco da minha experiência até o momento (Julho de 2014) com o doutorado sanduíche. Desde o início da pós-graduação – ainda no mestrado – já buscava a possibilidade de passar alguns meses em uma instituição de pesquisa fora do país. Por algum tempo cheguei a pensar que não seria possível, que seria muito difícil, quase impossível encontrar alguma instituição disposta a me receber por um tempo. No entanto, depois da qualificação ficou ainda mais claro para mim o quanto essa experiência acrescentaria e seria praticamente essencial para a validação do meu trabalho. Retomei a busca por uma colaboração com força total!

De forma geral, o doutorado sanduíche surge a partir de contatos do(s) orientador(es) e no meu caso, os contatos não eram da mesma área que estou pesquisando então precisávamos de novos contatos! 🙂 O que dificultou bastante…

Mandamos e-mail para os quatro cantos do mundo e após alguns retornos que não avançaram, quando menos esperávamos, um casal de pesquisadores americanos em visita ao nosso programa de pós-graduação nos apresentou uma possibilidade. Um aluno deles tinha passado alguns meses em um laboratório com um pesquisador influente na área (modelagem computacional de doenças infecciosas), eles fizeram o contato e pronto! Deu-se início a etapa de preparação de documentos para solicitar a bolsa no exterior (Passo a passo do programa de doutorado sanduíche da CAPES).

Passo a passo doutorado sanduíche
Esquema ilustrativo do passo a passo para solicitar bolsa de doutorado sanduíche (CAPES PDSE).
Mas, vai dar tempo?

Como já estava no último ano do doutorado, não poderia passar o ano todo no exterior pois ainda é preciso voltar antes da defesa… Mas determinei que passaria o maior tempo possível, no caso 9 meses para poder voltar para defender a tese dentro do prazo de quatro anos, já que segundo as regras da CAPES quem recebe a bolsa no exterior não pode prorrogar a defesa. Quem está lendo e fez as contas imagina que tive pouco tempo para ter a aprovação e embarcar. Graças a Deus e muito esforço pessoal para manter os prazos, consegui resolver tudo em dois meses. Mas não indico! Foi muito estressante e até o último minuto duvidei que conseguiria! Mas, se tem uma possibilidade semelhante e está se perguntando se vai dar tempo, não hesite! Faça as contas do tempo que demora a aprovação na sua instituição e o tempo para a instituição no exterior te encaminhar o formulário deles (que vai ter que guardar com a sua vida até voltar! E é o único documento que precisa mesmo durante a entrevista para o visto*), etc. Paralelize o máximo de atividades que puder!

Chegada no exterior

A CAPES modificou esse ano (2014) o formato de pagamento das bolsas no exterior e, só fiquei sabendo depois de embarcar. Não, não tinha nada na página deles, eu li todas as páginas e portarias possíveis! Quando saí do país eles tinham depositado a bolsa e os auxílios na minha conta no Brasil. A informação que tinha é que quando chegasse no destino, deveria abrir uma conta para receber as próximas bolsas. Quando cheguei, enviei todos os comprovantes de que tinha chegado e recebi uma mensagem dizendo que a CAPES me enviaria um cartão tipo pré-pago e depositaria nele as próximas bolsas. Fiquei tensa porque seria enviado pro meu endereço no Brasil e minha família teria que encaminhar pro meu novo endereço no exterior. Quando o cartão chegou finalmente, achei muito melhor do que ter que abrir conta! Funciona perfeitamente! Ponto pra CAPES! 🙂

Nessa correria toda para viajar consegui achar uma casa que gostei, perto do laboratório, fácil de pegar ônibus. Tenho ido e/ou voltado a pé quase todos os dias. A saúde agradece já que fast-food é uma refeição bem comum por aqui! rs Recomendo que use ferramentas como o Google Street View sempre que possível para dar uma olhada na vizinhança se for para um laboratório ou para uma Universidade que não ofereça alojamento. Eu busquei anúncios na página do laboratório e indico que busque esse tipo de informação nos serviços para estudante do local que está indo. É mais confiável mas sempre tem o craigslist

Longe de ser férias…

Pra quem pensa que doutorado sanduíche é férias está muuuuito enganado! Trabalho tanto ou mais do que se estivesse na minha instituição. Afinal de contas tenho uma tese pra defender! Não se esqueçam disso pois eu não esqueço. Alguém mais sonha com a tese? Você vai começar a sonhar em outro idioma também, se prepare… Aliás, não tive problemas com o idioma até agora e fui elogiada várias vezes! Ponto pra Grifinória mim!

[Dica para quem ainda está planejando e tem tempo antes de embarcar: estude o idioma falado no país para o qual quer ir! Não tem mistério! Faça as benditas redações e leia livros no outro idioma para ganhar vocabulário! (Leia em português também ler é sempre bom). Mas não, 50 tons não conta, tá? 😉 Para quem é de Juiz de Fora-MG e quer estudar inglês ou espanhol indico sempre o curso Bridge! Professores excelentes e método super completo! Não é merchan e não estou ganhando nada com isso, só acredito demais no trabalho deles e foi lá que estudei e se precisar volto e indico pra todos! Tem filial em outras cidades também (Cataguases – MG, Três Rios e Paraíba do Sul – RJ).]

Bom, estou super satisfeita com o trabalho até o momento! O primeiro mês foi mais lento acho que demorei a ter algum resultado mas contei com ajuda de colegas do grupo de pesquisa e outros pesquisadores visitantes dispostos a colaborar que tornaram o trabalho mais produtivo. Acredito que esse contato com outras pessoas é uma grande vantagem desse tipo de experiência. Dentro de um grupo tendemos a resolver as coisas de uma mesma forma e essa troca de experiência com outros grupos é bastante enriquecedora. Em breve vou compartilhar na página sobre minha pesquisa o que tenho feito durante o sanduíche também.

Bom, não vou me estender muito nesse post e, acredito que resumi beeeeem superficialmente o que está sendo essa experiência até o momento. Se tiver alguma pergunta ou caso queira acrescentar algo por favor deixe comentários abaixo!!! Prometo responder o mais rápido possível! 😀

Ps: Antes de embarcar esses blogs me ajudaram muito:

Escreva Lola Escreva
Fabio Augusto Faria
Welcome to Aggieland

Espero que eu tenha ajudado também!

* Estou falando do visto J-1 para os Estados Unidos. Vale verificar os requisitos para outros países pode ser bem mais fácil dependendo do lugar.

Ei, cientista! Conta um pouco sobre a sua pesquisa?

Parece interessante!

Dica: Aplicativos que Reconhecem Equações Manuscritas

 

Segue uma dica rápida para quem usa iPad/iPhone e gostaria de escrever equações à mão livre e convertê-las para os formatos: .jpg, LaTeX ou MathML. Essa dica é util principalmente para quem precisa utilizar equações nos formatos acima em um aplicativo no iOS, por exemplo, enquanto estiver montando uma apresentação com equações no Keynote.

MyScript MathPad
MyScript MathPad

 

Isso é possível utilizando o aplicativo MyScript MathPad (iTunes). Ao escrever uma equação à mão livre é possível salvar, gratuitamente, como uma imagem .jpg que pode ser utilizada em qualquer outro aplicativo. O aplicativo apresenta um tutorial bem simples assim que abre e possui vários símbolos reconhecíveis! Muitos mesmo!

Seguem algumas capturas de tela:

MyScript MathPad
MyScript MathPad no iPad
MyScript MathPad
MyScript MathPad no iPhone

Outras funcionalidades bastante interessantes a partir da versão paga são:

▫️ copiar a equação para ser calculada com o aplicativo WolframAlpha;
▫️ exportar para o formato LaTeX (texto a ser importado por outra ferramenta que compile LaTeX);
▫️ exportar no formato MathML.

MyScript Calculator Logo

 

O mesmo desenvolvedor (Vision Objects) ainda oferece uma calculadora que reconhece as expressões digitadas à mão livre e efetua os cálculos 🙂 que é a MyScript Calculator. Essa calculadora está disponível em várias plataformas: iTunes, Google Play, Samsumg Apps e Amazon Apps 

Segue um exemplo de reconhecimento de uma expressão escrita e apresentação do resultado no iPhone:

MyScript Calculator no iPhone

Achei muito interessante esses aplicativos e quis compartilhar essa dica! Comentários e sugestões são sempre bem vindos!

Até mais!

Como criar gráficos com Gnuplot – que sejam bonitos!

Para quem já usa o Gnuplot e gostaria de tornar os gráficos mais profissionais bonitos mesmo! Segue abaixo os passos:

Antes de tudo, a ideia é criar um arquivo com as configurações que deseja usar dentro do gnuplot toda vez que ele for inicializado para não precisar repetir nada na próxima vez.

Se você usa SO Linux, basta colocar esse arquivo de configuração do Gnuplot chamado .gnuplot no seu diretorio /home. Para outros SOs crie um arquivo GNUPLOT.INI dentro do diretório que especificar na variável de ambiente GNUPLOT.

Tem um exemplo de arquivo aqui se quiser baixar ele gera esse tipo de resultado gráfico:

[gnuplot_final.gif]
Fonte: Guidolabs
Eu prefiro a legenda dentro do gráfico e as fontes e bordas na cor preta, então modifiquei algumas linhas do arquivo original:

Ao inves de especificar que a legenda fica do lado de fora do gráfico, apenas defini que quero que a legenda apareça com bordas:

# set key options

set key box

Na parte inicial das macros defini as cores das grids e dos textos como pretas:

grid_color = “black”
text_color = “black”

Meu gráficos estão bem mais interessantes agora! Vocês já usavam esse tipo de arquivo de configuração do Gnuplot? Tem outras dicas?

Deixem comentários!
Adicionado depois (17/02/2014)
Quando escrevi o post só tinha testado no Fedora mas, hoje testei no Windows e funcionou exatamente do jeito que está descrito no post. Bem simples mesmo. Criei uma variável de ambiente chamada GNUPLOT em “Sistema/Configurações Avançadas de Sistema… ” e coloquei o caminho onde salvei o mesmo arquivo (.gnuplot) só que com o nome de GNUPLOT.INI. Agora gero gráficos lindos com o Gnuplot independente do SO 🙂
Referência:

Guidolabs

Tutorial – Instalação StarUML Windows

StarUML

StarUML é um projeto de código aberto, disponível de forma gratuita para sistemas operacionais windows. É uma ferramenta de modelagem de software e também uma plataforma que concorre com softwares comerciais como o Rational Rose, por exemplo.


Segue abaixo os passos para instalação:

1. Acessar o site http://staruml.sourceforge.net/en/ clicar sobre link StarUML Download depois sobre (2005-12-30) StarUML 5.0 (Windows Installer) Stable 5.0 (21.67MB) optar por uma forma de instalação (escolha o executável: staruml-5.0-with-cm.exe). E salve o arquivo.

2. Dê dois cliques sobre o executável

 
Figure 7 (graphics7.png)

3. Clique em Next

 
Figure 8 (graphics8.png)

4. Marque a opção I accept the agrement e clique em Next

 
Figure 9 (graphics9.jpg)

5. Escolha o diretório de instalação ou deixe o sugerido e clique em Next

 
Figure 10 (graphics10.jpg)

6. Dê o nome da pasta (ou deixe o sugerido) de atalho que será criada no menu do Windows e clique em Next.

 
Figure 11 (graphics11.png)

7. Caso queira criar um atalho do programa na área de trabalho deixe marcado a caixa Create a Desktop icon e clique em Next

 
Figure 12 (graphics12.png)

8. Clique em Install e aguarde a instalação do programa.

 
Figure 13 (graphics13.png)

Depois disso o programa será instalado e estará disponível em Inicial >> Todos os Programas >> StarUML (ou o nome que foi colocado na instalação) .


Referências:

Créditos das Figuras para o João Carlos Ferreira dos Santos (Criando diagramas UML com o StarUML).

StarUML – The open source UML/MDA platform (Link).

Dica rápida: C++ no Fedora

Já devem ter percebido pelos meus posts que sou naïve no Fedora e por isso todas as descobertas são registradas!

Fedora

A mais recente delas foi a seguinte: para utilizar o g++ não basta instalar o gcc! Também não é possível instalar g++! Temos qu

e instalar o gcc-c++!!!

$ sudo yum install gcc-c++

Parece brincadeira e o nome é controverso mas feito isso pode compilar os programas utilizando o g++!

Espero ter ajudado!

Referência:

http://stackoverflow.com/questions/12952913/how-do-i-install-g-for-fedora

Instalação do Driver da Nvidia no Fedora 19

Se chegou até aqui provavelmente é porque possui placa gráfica da Nvidia, instalou o Fedora 19 e gostaria de instalar o driver correspondente. O início desse tutorial também ajuda a resolver um problema com o nouveau (o que é nouveau?) que pode fazer com que a máquina trave do nada após a instalação do Fedora para quem possui placa gráfica da Nvidia.

Para instalar o driver da Nvidia primeiro faça o download do arquivo correspondente dependendo da sua configuração (x86-x64 (64-bit linux) or x86 (32-bit linux)). Recomendo fortemente o download direto da página oficial de download de drivers da Nvidia (link). Basta escolher o modelo da placa de vídeo da Nvidia que possui, tipo e série e qual Sistema Operacional (no caso o Linux) e o idioma. Segue um exemplo de tela dessa página de download:

Página de download de drivers da Nvidia
Página de download de drivers da Nvidia

Depois de escolhido clique em “SEARCH” e na próxima tela clique em “DOWNLOAD”.

Salve na máquina em que pretende instalar maaaaas antes de instalar é importante seguir alguns passos:

1. Se não estiver acessando como root, torne-se super usuário:

$ su
$ <digite a senha>

2. tenha certeza que está com  o kernel atualizado:

$ yum update

3. Tenha certeza que tem instalados kernel-devel e kernel-headers:

$ yum -y install kernel-devel kernel-headers

4. Muito importante! Tem que ter certeza que o nouveau está”blacklisted” (desabilitar esse driver resolve os “travamentos” indesejados – pelo menos resolveu no meu caso – essa parte termina no passo 8 desse tutorial):

$ egrep -i "blacklist\s*nouveau" /etc/modprobe.d/blacklist.conf || echo "blacklist nouveau" >> /etc/modprobe.d/blacklist.conf

(Obs: confira os diretórios! Pode ser que os arquivos estejam em diretórios diferentes. Esse comando funciona para Fedora 18 mas lembro que tive que mudar para o Fedora 19)

5. Tire o módulo do nouveau do caminho padrão para que ele não seja compilado na initramfs:

$ mv /usr/lib/modules/$(uname -r)/kernel/drivers/gpu/drm/nouveau/nouveau.ko /usr/lib/modules/$(uname -r)/kernel/drivers/gpu/drm/nouveau/nouveau.ko.blacklist

 (Obs: mais uma vez, se houver algum problema basta conferir os diretorios)

6. Mova a initramfs antiga para outro local como backup:

$ mv /boot/initramfs-$(uname -r).img /boot/initramfs-$(uname -r).nouveau.img

7. Compile uma nova initramfs:

$ dracut /boot/initramfs-$(uname -r).img $(uname -r)

8. Reinicie com a nova initramfs sem o nouveau:

$ shutdown -r now

9. No terminal vá para o diretório em que o driver foi salvo, por exemplo /Downloads/:

$ cd ~username/Downloads

10. Torne o arquivo do driver executável:

$ chmod +x NVIDIA-Linux-*.run

11. Interrompa o X:

$ init 3

12. Finalmente execute a instalação:

$ ./NVIDIA-Linux-*.run

Obs: claro que no lugar do asterisco vai o nome do driver…

Espero ter ajudado! Tive alguns problemas durante a instalação do driver mas fica para outro post os comentários e a solução!

Qualquer dúvida ou sugestão favor deixar um comentário!

Mais informações:

http://forums.fedoraforum.org/showthread.php?t=289960

http://www.if-not-true-then-false.com/2013/fedora-19-nvidia-guide/

Dropbox – instalação e utilização no Windows

Gostaria de deixar uma dica para quem não conhece ou gostaria de conhecer melhor uma possibilidade de armazenamento na nuvem.

Dropbox

Como usar o Dropbox (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Aproveitando o post de Ramon Cardoso para o TechTudo seguem as dicas dele sobre o Dropbox:

Obs: As dicas de instalação contidas no post abaixo se referem ao Windows. Para quem utiliza o Linux e tem dúvidas quanto à instalação do Dropbox sugiro o tutorial: Instalar Dropbox Fedora (integrado ao Nautilus) 

“O Dropbox é uma excelente alternativa para quem gosta de ter os seus documentos sempre à mão. Com ele, você pode hospedar os seus arquivos na “nuvem” e acessá-los de qualquer lugar e com qualquer dispositivo. Uma verdadeira mão na roda.

Nesta dica, criamos um guia sobre Como usar o Dropbox. Acompanhe os passos abaixo e descubra uma boa alternativa para armazenar e compartilhar arquivos com seus amigos.

Criando uma conta e instalando o Dropbox

Passo 1. O primeiro passo para usar o Dropbox é criar uma conta no site oficial do programa. Para isso, acesse a página de cadastro e preencha os campos com os seus dados, marque a caixa “I agree” e clique em “Create account”.

Criando uma conta Dropbox
Criando uma conta Dropbox (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Passo 2. Agora que você já tem uma conta, faça o Download do Dropbox e instale-o em seu computador. Obs.: é importante que você tenha privilégios de administrador.

Passo 3. Ao executar o programa, marque a opção “I already have a Dropbox account” e clique em “Next”. Na tela seguinte, forneça os dados da conta que você acabou de criar e clique novamente em “Next”.

Instalando o Dropbox
Instalando o Dropbox (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Passo 4. Escolha a opção de 2 GB (gratuita) e clique em “Next”. Deixe a opção “Typical” marcada e clique em “Install” para iniciar a instalação.

Escolhendo o teipo de conta e instalalção
Escolhendo o tipo de conta e instalação (Foto: Reproducão/Ramon Cardoso)

Passo 5. Caso uma nova janela seja aberta, clique em “Skip tour” para pular a explicação e, depois, em “Finish” para concluir o processo.

Armazenando e compartilhando arquivos

Passo 6. Para abrir a pasta do Dropbox no seu computador, clique no ícone do programa, próximo ao relógio da barra de tarefas.

Abrindo a pasta do Dropbox no seu computador
Abrindo a pasta do Dropbox no seu computador (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Passo 7. Para adicionar novos arquivos à pasta, basta utilizar os comandos “Ctrl+C” e “Ctrl+V”, ou arrastar os arquivos para dentro da pasta. Todos os arquivos serão automaticamente sincronizados com um upload automático e salvos também na sua pasta on-line.

Sincronização automática - Pasta do Dropbox no computador e no site com o mesmo conteúdoSincronização automática – Pasta do Dropbox no computador e no site, mesmo conteúdo (Foto: Reprodução)

Passo 8. Para compartilhar arquivos do seu computador, basta copiá-los para a pasta “Public”, dentro da sua pasta do Dropbox. Em seguida, é só clicar sobre eles com o botão direito do mouse e, em “Dropbox”, selecionar a opção “Copy public link”. Depois é só colar o link em algum lugar e enviar para quem você quiser.

Copiando o link de compartilhamento de um arquivoCopiando o link de compartilhamento de um arquivo (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Passo 9. Caso você esteja em uma máquina que não tem o Dropbox instalado, você pode acessar o site do Dropbox e fazer upload de arquivos para a sua pasta on-line. Esses arquivos estarão disponíveis para download em qualquer lugar e também serão sincronizados com as pastas de outros dispositivos com o Dropbox instalado.

Adicionando arquivos à pasta on-lineAdicionando arquivos à pasta on-line (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Passo 10. Da mesma forma que no computador, você também pode criar um link público de um arquivo a partir da sua pasta on-line, no site do Dropbox. Para isso, basta marcar um arquivo, clicar em “More” e escolher a opção “Copy public link”, como na imagem abaixo.

Criando um link de compartilhamento para um arquivo on-lineCriando um link de compartilhamento para um arquivo on-line (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Criando pastas compartilhadas

Outro recurso interessante é a opção de criar pastas compartilhadas. Dessa forma, as pessoas que você convidar também poderão ter acesso ao conteúdo da sua pasta e poderão adicionar arquivos a ela.

Passo 11. Para compartilhar uma pasta no seu computador, basta clicar com o botão direito do mouse sobre ela, selecionar a opção Dropbox e escolher a opção “Share this folder…”.

Compartilhando uma pasta do computador com outras pessoasCompartilhando uma pasta do computador com outras pessoas (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Passo 12. No site, marque a pasta que deseja compartilhar, clique na opção “More” e selecione a opção “Invite to folder”.

Compartilhando uma pasta on-lineCompartilhando uma pasta on-line (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Passo 13. Em seguida, digite os nomes ou endereços de e-mail das pessoas com as quais você quer compartilhar a pasta e clique em “Share folder”.

Selecionando as pessoas que terão acesso à pasta compartilhada
Selecionando as pessoas que terão acesso à pasta compartilhada (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Acessando o Dropbox e baixando arquivos de outros locais

Você pode acessar a sua pasta do Dropbox de qualquer lugar que tenha internet, seja por um navegador, com a sua pasta online, ou em outro computador ou celular que tenha o Dropbox instalado.

Passo 14. Para baixar os arquivos em outro computador, acesse o site do Dropbox e faça login em sua conta. Depois, marque o arquivo que deseja baixar, clique em “More” e selecione a opção “Download File”.

Baixando um arquivo do DropboxBaixando um arquivo do Dropbox (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Passo 15. Caso esteja em outro computador com o Dropbox instalado, basta abrir o programa e informar o seu e-mail e senha para ter acesso aos arquivos armazenados em sua pasta do Dropbox.

Passo 16Para poder acessar os seus arquivos também do seu celular, acesse a página do Dropbox e baixe o aplicativo para o seu sistema: Android, iOS (iPad e iPhone), e BlackBerry.

Dropbox para celularDropbox para celular (Foto: Reprodução/Ramon Cardoso)

Agora você não precisa mais se preocupar em perder os seus arquivos ou esquecer-se de levá-los para algum lugar. Graças ao Dropbox, eles estarão sempre disponíveis sempre que você precisar.”

(postagem original)

Qualificação de doutorado

Prestes a defender a proposta da tese de doutorado, etapa chamada de qualificação, percebi que existem poucas referências que explicam e sintetizam realmente o que se espera do aluno nesse momento.

Cada programa de doutorado, alguns de mestrado também pedem a qualificação, adota seu formato e disponibiliza essas informações mas, surgem questões como: o que não podemos deixar de falar na apresentação? e o que podemos? tem que apresentar algum resultado prévio? como apresento a pergunta científica? a hipótese? etc.

Buscando responder essas perguntas, encontrei na página do professor Renato Cardoso algumas questões que me ajudaram bastante. Na verdade ele não dá respostas, mas apresenta as perguntas certas. Nesse ponto da vida nós já temos as respostas a essas perguntas e é bom estarmos preparados para o momento da apresentação. Se achar que não tem uma dessas respostas recomendo conversar com o orientador para esclarecer qualquer ponto que não esteja claro.

Acredito que respondendo à essas perguntas na apresentação, a banca poderá realizar as contribuições ao trabalho de forma mais objetiva. Bom, após a minha apresentação deixarei mais dicas aqui.

Transcrevo abaixo o texto original, com as perguntas a serem respondidas, sem modificações:


As questões-chave:

Ao defender sua qualificação de doutorado, você deve ser capaz de responder às seguintes perguntas:

Caracterização do problema

  • Qual é o problema?
  • Por que este problema é relevante?
  • Qual é a relação com outros problemas?

Caracterização da abordagem/solução proposta

  • Qual é a abordagem/solução proposta para resolver o problema?
  • Vantagens desta abordagem sobre outras que resolvem o mesmo problema ou um problema similar.
  • Para quais aplicações a abordagem é adequada? Até que ponto a solução poderá ser generalizada?

Validação da abordagem/solução

  • Como você pretende validar a abordagem/solução proposta?
  • Qual é o grau de certeza/precisão da validação?
  • Qual será a metodologia a ser adotada para a validação?

Plano de Trabalho

  • Qual é o plano de trabalho? Quais são as principais etapas?
  • Quais são os resultados parciais que você pretende obter e quando?
  • Quais ferramentas você precisa para poder desenvolver o trabalho?

A Essência

  • Tente resumir em um parágrafo (ou uma transparência) por que este trabalho vale a pena ser realizado e qual é o principal benefício que o mesmo trará.

Só para manter o bom humor, por favor, na hora da apresentação não faça isso por mais que dê vontade!

Interpretative dance!
Esta manhã eu resolvi jogar fora a versão escrita e comunicar o resumo do meu trabalho através de dança interpretativa.

 

Mais informações:

Página do Professor Renato Cardoso  http://www.cpdee.ufmg.br/~renato/questoeschave.htm (copiei as questões-chave na íntegra!)

Café Docente: http://cafedocente.blogspot.com.br/2011/07/qualificacao-do-doutorado.html

Plantar um livro, ter uma árvore, escrever um filho…

Escrita
Escrita de textos científicos.

Introdução

Já ouvi por aí quem compare escrever uma tese de doutorado a ter um filho. Isso seria o maior tempo de gestação existente (4 anos) já que a salamandra alpina – maior tempo de gestação animal conhecido – leva de 2 a 3 anos dependendo da temperatura [fonte].

Bom, quem já entrou ou pretende entrar para a pós graduação deve saber que dependendo do rigor da instituição, esse processo de escrita pode se tornar realmente bastante difícil. Por isso reuni nesse post alguns links com dicas úteis de organização textual e de formatação para ajudar no processo de desenvolvimento de uma tese.

Dicas para organização textual da tese

Para começar gostaria de indicar duas páginas brasileiras que tratam de assuntos da pós-graduação em geral, não somente do texto, de formas diferentes:

  • Pós-graduando: aborda de forma divertida problemas cotidianos da pós-graduação. Tem alguns posts realmente muito úteis que indico, como os que estão dentro do menu iniciantes. (Incluindo um específico sobre escrita de tese aqui!) Vale a pena ler!
  • Ciência Prática: conheci essa página recentemente e achei muito interessante também pois como o próprio nome diz, a ideia é abordar questões relacionadas a carreira científica de forma bastante prática. Contém várias dicas de organização textual!

(Sem fugir do assunto) Fugindo um pouco do assunto, para descontrair indico a página americana Phd Comics que contém tirinhas como essa:

Como escrever sua tese em 10 minutos.
Como escrever sua tese com 10 minutos por dia 🙂

Como disse antes, essa página é para descontrair mesmo porque todo mundo que está fazendo pós precisa desses momentos! Alguém discorda??? O.o

Bom, mais links para ajudar a organizar sua tese seguem abaixo:

Material da Universidade Harvard:

http://www.eecs.harvard.edu/~htk/thesis.htm

Dicas da Universidade de Columbia:

http://www.ldeo.columbia.edu/~martins/sen_sem/thesis_org.html

Dicas da Universidade de Yale:

http://www.yale.edu/graduateschool/writing/forms/Writing%20Theses%20and%20Dissertations.pdf

Dicas da Universidade South Wales (Tem versões em espanhol, francês e italiano):

http://www.phys.unsw.edu.au/~jw/thesis.html

Dicas para formatação da tese

Para a formatação do texto, procure seguir as normas adotadas pela sua instituição! As instituições de ensino geralmente oferecem um modelo de teses/dissertações que deve ser seguido para ser publicado e arquivado na biblioteca. Procure conversar com seu orientador(a) e se preciso recorra à biblioteca da sua instituição para confirmar o modelo que deve ser adotado.

A tendência é que as instituições brasileiras adotem as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) mas, como existem alguns detalhes que esse orgão não especifica, cada instituição possui a liberdade de escolher o seu.

Os modelos podem estar disponíveis tanto como um documento do MS Word como também como um documento LaTeX. Recomendo fortemente o investimento no aprendizado do LaTeX para quem tem acesso aos modelos nesse formato pois realmente depois que se aprende a utilizar esse ambiente de processamento de texto, todos os outros parecem ultrapassados.

Mais informações sobre LaTeX aqui.

Qualquer dúvida ou sugestão de material por favor deixe um comentário!

Até mais!

Algoritmos no LaTeX em Português

LaTeX
LaTeX. Fonte: http://latex-project.org

Pacotes

Caso esteja se perguntando “como colocar algoritmos na minha monografia, dissertação, tese feita em LaTeX em português”? Calma que é simples! 😀

Existem alguns pacotes para facilitar a vida de quem precisa listar algoritmos no meio do texto ( como por exemplo: algorithm e algoritmic). No entanto, geralmente os comandos estão em inglês.
Para utilizar os comandos em  português, recomendo incluir o pacote Algorithm2e.sty ao seu documento LaTeX (pode clicar aqui para baixar e mande salvar na mesma pasta que está seu texto, se quiser uma solução rápida).

Pode incluir desse jeito lá no início do documento passando entre as opções a palavra “portugues” (sem acento!):

\usepackage[portugues,ruled,lined]{algorithm2e}

Obs: inclusão de pacotes é feita depois da definição da classe (\documentclass[opcoes]{nomedaclasse} e antes do início do documento \begin{document})

Inclua também o pacote algorithmic citado acima que é utilizado junto ao algorithm2e.

\usepackage{algorithmic}

Feito isso, no local que quiser incluir a listagem com o algoritmo, escreva o código que quiser (existem comandos pré-definidos olhe mais abaixo nesse post) dentro do ambiente “algorithm” usando comandos já em português graças ao algorithm2e.

Segue um exemplo:

\begin{algorithm}[H]
\Entrada{o proprio texto}
\Saida{como escrever algoritmos com \LaTeX2e }
\Inicio{
inicializa\c{c}\~ao\;
\Repita{fim do texto}{
leia o atual\;
\uIf{entendeu}{
vá para o próximo\;
próximo se torna o atual\;}
\Else{volte ao início da seção\;}
}
}
\caption{Como escrever algoritmos no \LaTeX2e}
\end{algorithm}

O código acima gera a seguinte listagem de algoritmo no documento:

Algoritmo

Na versão que baixei do arquivo Algorithm2e.sty  tive um problema justamente com o trecho que define os nomes em português. Parece que os parâmetros estavam desatualizados. Mas só tive que substituir os parâmetros e funcionou perfeitamente!

Abra o arquivo Algorithm2e.sty e procure por “declareoption” (está na parte inicial do pacote).

Basta substituir o texto abaixo onde tiver a opção “\DeclareOption{portugues}”:


\DeclareOption{portugues}{%
 \renewcommand{\listalgorithmcfname}{Lista de Algoritmos}%
 \renewcommand{\algorithmcfname}{Algoritmo}%
 \renewcommand{\algocf@typo}{}%
 \renewcommand{\@algocf@procname}{Procedimento}
 \renewcommand{\@algocf@funcname}{Fun\c{c}\~{a}o}
 }

Substituindo esse trecho no arquivo Algorithm2e.sty garanto que resolve!

Comandos

Para saber quais são os comandos possíveis basta olhar no arquivo algorithm2e.sty mas se não tiver tanta intimidade com código LaTeX, vou dar uma colher de chá. Os comandos em português que podem ser utilizados para montar seu algoritmo são:

  • \Inicio
  • \Entrada
  • \Saida
  • \Dados
  • \Resultado
  • \Ate
  • \Retorna
  • \Repita

Agora é só escrever seus próprios algoritmos!

Qualquer dúvida ou sugestão deixe um comentário!

ATENÇÃO: Existem comandos atualizados nos comentários abaixo! Muito obrigada pelas colaborações!

Referências (em inglês):

O que é o LaTeXhttp://latex-project.org/intro.html

Blog bem completo com dicas sobre LaTeX: http://texblog.org/

Link para Algorithm2e.sty: http://www.mit.edu/~avp/sse/1.1.1/algorithm2e.sty

Sempre a wikipedia! http://en.wikibooks.org/wiki/LaTeX/Algorithms_and_Pseudocode

Mais exemplos: http://www.math-linux.com/latex-26/faq/latex-faq/How-to-write-algorithm-and

Bibliotecas em C

Assunto que gera dúvidas para quem está aprendendo a programar em qualquer linguagem é o uso das Bibliotecas. Neste post pretendo dar uma ideia do que são e como usar as principais bibliotecas da linguagem de programação C.

Biblioteca
Biblioteca Nacional Austríaca (fonte)

O que são Bibliotecas?

Para exibir uma mensagem na tela, ao invés de programar uma função inteira que faça isso para mim, basta que eu importe um arquivo que já contém essa função pronta -> A Biblioteca!

Uma Biblioteca é um arquivo com determinadas funções programadas que está separada em duas partes: um arquivo de cabeçalho e um arquivo com o código-fonte.

  • O arquivo de cabeçalho: é indicado pela extensão .h (vem de header que é cabeçalho em inglês) e contém informações sobre a biblioteca que os programas que a utilizam precisam saber. Em geral, o arquivo de cabeçalho contém constantes e tipos, junto com protótipos de funções disponíveis na biblioteca.
  • O arquivo de código-fonte: possui a implementação das funções propriamente ditas. É como um código normal em C sem o programa principal. Apresenta apenas um conjunto de funções programadas que serão aproveitadas em outros programas.

Como funcionam?

Voltando ao exemplo anterior, para que eu consiga mostrar uma mensagem na tela basta que eu importe uma biblioteca de I/O (Input/Output ou Entrada/saída) para utilizar a função de impressão que a biblioteca oferece.

Programando em C, a biblioteca que oferece essas funções é a stdio.h (acrônimo de standard input/output -> padrão de entrada/saída) que contém entre outras funções, a função de impressão printf. Para importar essa biblioteca, basta escrever no início do programa em C o seguinte:

#include <stdio.h>

Quando for compilar, o compilador vai buscar nessa biblioteca a função para saber como utilizá-la. Obs: se precisar incluir outra(s) biblioteca(s), basta escrever outro(s) comando(s) #include, um abaixo do outro no início do programa em C, por exemplo:

#include <biblioteca_1>

#include <biblioteca_2>

#include <biblioteca_3>

E no local que quero imprimir o texto na tela no meu programa, uso diretamente a função printf seguindo as regras de sintaxe:

printf(“expressao”, argumentos);

Com isso, todas as vezes que precisar imprimir algo na tela basta chamar a função modificando apenas os parâmetros. As bibliotecas surgem dessa necessidade de utilização contínua do mesmo padrão de operações. Ao invés de repetir várias vezes o mesmo conjunto de instruções para realizar ações muito parecidas em locais diferentes, posso usar uma mesma função pronta apenas passando parâmetros diferentes para ela. Usamos aqui o conceito de reutilização de código!


Obs:
O caracter “#” (em inglês: sharp e em português: cerquilha ou tralha) no inicio da linha indica que haverá um pré-processamento (o que é isso? quer dizer que mesmo antes de compilar o programa, os parâmetros necessários para ser criado o arquivo executável serão conhecidos). Lembrando que a inclusão de bibliotecas que iremos utilizar no nosso código deve ser feita sempre no início da programação!


Quais são as principais?

Existem várias bibliotecas e, aquelas que oferecem funções básicas (como por exemplo a stdio) são muito mais utilizadas do que outras. Segue uma pequena (pequena mesmo!) lista de bibliotecas com suas principais funções:

stdlib.h

  • Esta biblioteca é a responsável por conversões de números, alocação na memória e outras tarefas! Com ela podemos: converter um char em um double, converte um char para long, criar um número randômico (aleatório), alocar na memoria, realocar na memória, desalocar da memória, execução de comandos do sistema operacional Respectivamente, as funções citadas são:atof, atol, rand, malloc, realloc, free e system…Também não posso deixar de citar que ela retorna o valor absoluto de um número inteiro usando abs.

stdio.h

  • Esta biblioteca é a responsável pela entrada e saída padrão. Nela, encontramos funções para leitura do teclado, escrita formatada ou não na tela e operações com arquivos. Algumas funções dessas bibliotecas:fprintf, printf, fscanf, scanf, getchar, putc, getc, fopen, fclose…

math.h

  • Esta biblioteca declara funções matemáticas que podem servir para: achar a raiz quadrada, achar o seno, co-seno, tangente, logaritmo na base 10. As funções respectivas são:sqrt, sin, cos, tan, log10.Fora isso, um outro uso para declaração desta biblioteca é a possibilidade de arredondar um número! Para isso usamos a função que retorna o valor absoluto: fabs.

Como disse, essas são apenas algumas bibliotecas e suas funções. Agora que sabemos como utilizar basta pesquisar quais possuem as funções que precisamos e qual a sintaxe para chamar a função!

Outras Fontes:

Principais Bibliotecas em C: Celso Masotti, INED

Biblioteca stdio.h: Quaddro

Criação de bibliotecas: HowStuffWorks

Excelente referência sobre C/C++ online: http://www.cplusplus.com (em inglês)

Para tirar dúvidas ou dar sugestões deixem comentários!

Tutorial de Instalação do CodeBlocks no Windows

CodeBlocks é a IDE utilizada no curso de Laboratório de Programação I.
Para instalação no Windows, abra a página http://www.codeblocks.org/ e clique em Downloads.
Dentre as opções escolha a que tiver Binarie Release. Abrirá uma página como essa:
codeblocks
Role a tela para baixo e escolha uma versão para Windows que contenha “…mingw_setup.exe” no nome, o que indica que instalará também o pacote MingW (que é uma versão para Windows da coleção de compiladores GNU – GCC). Instale essa versão para poder compilar os programas. Existem duas opções de Download (Berlios ou SourceForge) e tanto faz a escolha.
codeblocks
Ao concluir o download, abra o arquivo e clique em “Next”.
codeblocks
Na tela seguinte clique em “I Agree” para concordar com os termos.
codeblocks
Continue clicando em “Next”.
codeblocks
Clique em “Install”.
codeblocks
Aparecerá uma mensagem perguntando se gostaria de rodar o CodeBlocks. Clique em “Sim”.
codeblocks
Certifique-se de que o compilador foi detectado e clique em “Ok”.
codeblocks
O CodeBlocks abrirá e, se mostrar uma dica pode clicar em “Close” para fechar.
codeblocks

A partir desse momento poderá utilizar o CodeBlocks para criar seus projetos em C!

Caso tenham dúvidas, mais links sobre instalação e configuração do CodeBlocks no Windows:
Para quem está familiarizado com o Linux segue um link para instalaçao de CodeBlocks no Ubuntu:
Ou deixe um comentário abaixo.