Série: Sobrevivi à Pós-graduação – ebook!

Dicas rápidas para sobreviver à pós-graduação - ebook

Finalmente no recesso de final de ano consegui realizar algo que queria há muito tempo. Eu havia escrito uma série de dicas sobre pós-graduação quando terminei o doutorado em 2015 e queria transformar em um guia ou ebook. O tempo passou, e com outros compromissos essa ideia caiu no esquecimento.

Depois de um problema com a tela do computador em 2020, enquanto conferia o backup achei novamente esses textos que não me lembrava mais que tinha escrito. Recuperei os textos e postei 7 dicas aqui pelo blog nessa série “sobrevivi à pós-graduação”. Atualizei o que achei necessário e adicionei algumas fotos minhas mais recentes para ilustrar.

Para quem gostou dos textos postados por aqui, eu finalmente concluí o plano inicial e transformei todas as 19 dicas em um ebook. Disponível para download gratuito para quem usa o kindle unlimited ou por R$5,99:

Vou continuar postando outras dicas e tutoriais aqui no blog mas os outros textos dessa série são exclusivos do ebook.

Espero que seja útil! Deixem opiniões por aqui ou lá no site.

Serie: Sobrevivi à pós-graduação – Aprenda a pedir ajuda

Via Indipendenza em Bologna iluminada

Talvez você seja uma pessoa aberta a pedir ajuda sempre que se vê estagnado em alguma coisa e entende que toda pesquisa é feita de troca de informação. Essa dica é importante para o outro tipo de pessoa. Aquela que acha que tem que saber tudo e que ter dúvidas e fazer perguntas pode demonstrar uma fraqueza, que te faz menor ou inferior de alguma forma. Se você se identifica nesse momento com a segunda descrição continue lendo.

A primeira coisa que gostaria de reforçar nesse texto é que perguntar e pedir ajuda demonstra que você se importa e que está buscando aprender! Não estou falando para pedir ajuda a cada vírgula, mas para aqueles momentos que já tentou resolver um problema de mais de uma forma e continua tendo um problema… Nesses momentos fazer parte de um grupo de pesquisa ou frequentar um laboratório ajuda bastante. Pois muitas vezes o colega que está sentado no computador ao lado já passou por essa situação e poderá te ajudar. Se não fizer parte de um grupo, pode recorrer a comunidades online e escrever aos seus professores orientadores/supervisores.

Não espere passar o tempo para pedir ajuda. Aproveite todos os momentos da pós-graduação enquanto é considerado um período de formação para aprender. Afinal de contas, se já soubesse todas as respostas esse trabalho não seria necessário. É importante lembrar que atividades de pesquisa geralmente lidam com a fronteira do conhecimento e pode acontecer de ter que lidar com perguntas que ainda não tem uma resposta mesmo. Não se cobre excessivamente : )

Sempre que precisar, peça ajuda.

Se está lendo esse livro antes da pós-graduação: Perguntar e pedir ajuda demonstra que tem interesse. Vale para qualquer coisa que queira aprender.

Se está lendo esse livro durante a pós-graduação: Lembre-se que perguntar e pedir ajuda demonstra que tem interesse. Ah OK, exagerei no CTRL+C (copiar), CTRL+V (colar) mas espero que tenha entendido a ideia. Peça ajuda sempre que estiver agarrado em algum problema.

Se está lendo depois: Você se sentiu julgado por pedir ajuda? Você julgou alguém que te procurou para pedir ajuda?


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Bom 2021 para todos!

Série: Sobrevivi à Pós-graduação – Tire férias!

letra da musica futura de Lucio Dalla

Escolhi essa dica, que acredito ser uma das mais importantes, para ser a última dessa série que compartilho em 2020. No post anterior falamos sobre ainda ser visto como estudante e, o fato é que a pós-graduação apesar de também ser uma etapa da vida profissional não é reconhecida como trabalho e sim, como parte da formação. E com isso, não contempla os direitos trabalhistas. 

Durante a escola e o período de graduação, fomos condicionados a seguir um calendário acadêmico baseado no período letivo, com aulas e, o período sem aulas naturalmente se tornava período de férias. 

Durante a pós-graduação não é bem assim. A ausência de aulas não implica naturalmente em férias. Depende das atividades que os professores passaram para serem entregues. Depende se já está trabalhando na dissertação/tese e, com isso sempre tem trabalho a ser feito. 

Infelizmente, existe uma cultura que valoriza trabalho após o horário comercial e durante os finais de semana. Que pessoalmente não recomendo, mas isso é assunto para outro tópico. 

Aqui, nesse momento, gostaria de dizer: combine férias com seu orientador. Já se programe desde o início. Veja quais são os períodos mais críticos de deadlines de entregas de artigos para conferências e de trabalhos para disciplinas e agende uma semana inteira de folga depois dessas entregas para descansar a mente. 

Nosso trabalho é muito mental e, precisamos estar com a mente descansada para conseguirmos pensar e ter novas ideias que acrescentam ao que estamos desenvolvendo durante a pesquisa. Se programe e tire férias!

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Boas Festas!

Serie: Sobrevivi a Pós-Graduação – Você não é apenas um estudante

Lateral da catedral de Sao Petronio em Bologna

Apesar de parecer que todos te tratam como se você fosse um estudante, e de poder contar com vantagens como pagar meia entrada em alguns lugares, lembre-se que você é um profissional! Pense em tudo que estudou até chegar à pós-graduação. Mesmo parecendo em alguns momentos que não mudou muita coisa, você já é um profissional formado na área que escolheu como base. A escolha pela pós-graduação te tornará um especialista.

Continuamos tendo que lidar com professores em sala de aula no período que estamos cursando disciplinas. Nesse momento continuamos a ser estudantes. Mas a partir do momento que iniciamos uma atividade de pesquisa com professores orientadores, essa relação é como a de qualquer hierarquia de qualquer empresa. Os professores orientadores são os líderes (nao gosto do termo chefe mas se ajudar a entender essa é a ideia) e somos os funcionários. A pesquisa é uma atividade profissional que requer muita organização, método e prazos.

Será preciso ter bom humor e paciência durante os anos de pós-graduação para ignorar os comentários da família e amigos sobre o fato de não ter um trabalho de verdade. No cenário atual que vivemos as atividades de pesquisa se mostram cada vez mais importantes para o avanço da sociedade. Temos muitos problemas e precisamos de pessoas dispostas a buscar novas respostas. Assim como precisamos de pessoas dispostas a plantar, colher, cuidar da saúde, da economia e de ensinar. Precisamos espalhar mais para a sociedade o porquê nos especializamos e investigamos essas novas soluções. Faça sua parte com paciência cada vez que surgir uma piada. Deixe claro que é um trabalho que te prepara ainda mais para atuar como pesquisador tanto para a área acadêmica quanto para a indústria.

Lembre-se também que o seu comportamento está sendo observado pelos orientadores e poderá ser um fator que te abrirá portas ou não. Busque fazer um trabalho bem feito em qualquer atividade por mais que muitas vezes a pesquisa precise de trabalhos maçantes e repetitivos. Precisamos nos lembrar constantemente do porquê estamos fazendo aquilo e tentar fazer da melhor forma possível. Esse é o nosso trabalho. É parte da nossa formação humana e profissional. Escolher um tema por afinidade e não apenas por retorno financeiro pode ajudar. Leia as outras dicas que já postei por aqui onde comento sobre se apaixonar pelo tema por exemplo.

Se está lendo antes da pós-graduação: se você já é um profissional com uma área de formação, já tem opções de atuação na área sem ter uma pós-graduação. Pesquise os tipos de pós-graduação que existem e,  identifique se você tem o perfil de investigação necessário para uma pós-graduação stricto sensu. Tem interesse em desenvolver pesquisas? Hoje em dia a indústria está absorvendo muitos profissionais com doutorado em áreas em expansão como modelagem matemática e ciência de dados. Caso não se identifique com esse perfil, pode focar em especializações de curta duração tipo lato-sensu e certificações profissionais. Os cursos de pós-graduação lato-sensu geralmente exigem pouca dedicação semanal e permitem realizar outras atividades simultaneamente mas as pós stricto sensu exigem uma dedicação muito grande. É possível conciliar com algumas atividades mas tenha em mente que não é fácil.

Se está lendo durante a pós-graduação: Aproveite a carteirinha de meia entrada. Sei que todos se beneficiam desse momento em que ainda somos vistos como estudantes por estarmos focando em uma capacitação extensa. Mas não perca de vista que já é profissional e que representa o corpo discente da sua  instituição. 

Se está lendo depois: Deve estar com saudades desse tempo da meia entrada. Mantenha contato com os colegas. Infelizmente passamos por momentos de desvalorização da ciência e manter o contato com pessoas que passam pelas mesmas situações e desafios ajuda bastante a manter a saúde mental em dia.


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Boa semana!

Série: Sobrevivi à pós-graduação – Acostume-se com metas e prazos

Objetivos

Uma parte importante do trabalho acadêmico é comunicá-lo. Por isso devemos estar preparados a ter sempre prazos para submeter artigos para conferências e revistas científicas e, possivelmente, à preparar relatórios para reuniões com os orientadores.

Ter objetivos claros e utilizar um calendário pode ajudar bastante a se organizar. Seja um calendário de papel, agenda, planner ou calendário virtual. Já escrevi sobre o que me ajuda nesse post.

E, muito importante: não espere que a/o orientador/a te diga tudo o que você tem que fazer. Acredite que são pessoas ocupadas com várias coisas ao mesmo tempo. Você teoricamente, precisa se preocupar “só” com o seu projeto. Tome posse do seu projeto. Pense que enquanto estiver trabalhando nele ele é o “seu” projeto. Conheça e entenda o objetivo do seu projeto e realize as atividades que te ajudem a alcançar esse objetivo. Isso realmente é bastante específico e por isso ficou meio vago aqui.


Tentativa de exemplo da minha área: se preciso ajustar parâmetros de um modelo para representar dados experimentais, já sei que preciso conhecer o tipo de modelo, quais métodos já foram usados para fazer isso, quais são mais indicados para esse tipo de modelo, após definir o método, ou métodos que irei usar, devo programá-los e executá-los. E anotar todas as configurações utilizadas e resultados obtidos de forma a permitir repetição. Você deve saber os passos que precisa executar para o seu projeto. E, conforme aparecerem as dúvidas, procure ajuda do orientador ou colegas que já trabalharam com isso. Sempre existe uma solução.


Provavelmente você foi comunicado sobre os passos esperados nas reuniões iniciais e, caso não tenha anotado, não se lembre etc. pergunte a seu/sua orientador/a quais são os passos e as expectativas de publicação do trabalho que está realizando. E, organize-se de acordo com os prazos.

Se está lendo antes da pós-graduação: prepare-se para aprender a gerenciar a si mesmo e ter que lidar frequentemente com “prazos” para submissão de artigos para conferências e revistas e reuniões.

Se está lendo durante a pós-graduação: se ainda não começou, crie uma rotina separando horários para leituras, desenvolvimento dos experimentos e escrita. Frequentemente busque se informar das melhores revistas e conferências da sua área e acompanhe os cronogramas desses eventos. Prepare relatórios para reuniões no formato de apresentações. Dessa forma quando tiver que preparar apresentações para eventos não precisará começar do zero.

Se está lendo depois: tenho certeza que já está acostumado com metas depois de ter passado por uma pós-graduação. Eu queria ter implementado algumas dessas dicas enquanto ainda era estudante. Muitas coisas aprendi depois. Se acredita que essas informações são úteis compartilhe.

Série: Sobrevivi à pós-graduação – Permita-se mudar

Esse post faz parte de uma série de textos curtos com dicas pontuais sobre pós-graduação e está relacionado ao que comentei no final do tópico anterior. Espero que seja útil!


Não se prenda nem se sinta escravo de um tema que não te interessa. Mesmo que tenha prometido a um determinado pesquisador que gostaria de trabalhar com aquele assunto. É melhor ter certeza de que continua sendo interessante para você.

Se tiver certeza de que não é possível seguir com esse tema é melhor conversar o quanto antes com seu orientador sobre o assunto. Talvez ele possa te dar sugestões de modificações dentro da mesma área que sejam mais motivadoras para você. Ou talvez seja o caso de trazer outro orientador e outra área. O quanto antes isso for discutido melhor para todos os lados. Ninguém vai sair magoado se o assunto for tratado com respeito, responsabilidade e profissionalismo. Não vai dizer ao seu orientador que eu falei que tudo bem mudar de ideia a qualquer momento! Pense bem. Tenha certeza da sua decisão e converse abertamente.

No mestrado como o tempo é curto acho mais complicado mudar de tema, mas, no doutorado como temos mais tempo durante a pesquisa pode acontecer de surgir uma tese exatamente igual à que propôs no meio da sua pesquisa. Nesse caso terá que alterar o assunto da sua defesa para que não seja exatamente igual e incluir esse trabalho que surgiu na sua pesquisa bibliográfica. Acontece.

Se está lendo antes da pós-graduação: saiba que é possível mudar e não se sinta tão pressionado a saber o tema exato com todos os detalhes antes de começar. 

“Faça o melhor que puder até saber mais e quando souber mais, faça ainda melhor” 

MAYA ANGELOU

Se está lendo durante a pós-graduação: Analisa com cuidado como se sente com relação ao dia a dia. Falta de motivação e falta de vontade de ir para o laboratório podem ser um sinal de que talvez precise alterar algo na sua pesquisa. Talvez seja só um dia estranho. Pode ter outra questão relacionada a rotina que não seja necessariamente o tema. Dê um tempo e não se precipite. Se for preciso alterar converse com seu/s orientador/es antes de pensar em simplesmente sumir! Seja profissional sempre! Não se esqueça que é ok mudar, mas não é ok não dar satisfação.

Se está lendo depois: Se acredita que faltou algum ponto importante deixe um comentário! E se achou útil, compartilhe!

Série: Sobrevivi à pós-graduação – Apaixone-se pelo tema

Arte de rua por Alessio B

Continuação do primeiro post dessa série que sugeri começar pelo tema.

Motivação é essencial. Em qualquer trabalho não somente na pós-graduação. Tenha certeza que ao escolher o projeto não se guie apenas pelo possível retorno financeiro que a área X terá sobre a Y. Lembre-se que terá que conviver com o assunto que escolher por 2  anos (mestrado) ou 4 anos (doutorado)! Esses prazos consideram a duração dos programas brasileiros. Fora do país os conceitos de pós-graduação são um pouco diferentes.

Quando entrei no mestrado não tinha ideia de um problema específico e contei com a sorte de ser convidada para um projeto quando estava encerrando as disciplinas e um pouco perdida sem saber para que lado ir. No fundo eu sabia que queria aplicar meus conhecimentos de computação à área de saúde, mas ainda não tinha ideia de como seria possível.

O projeto que fiz parte durante o mestrado era aplicado à engenharia civil. Aprendi uma técnica de homogeneização que permitia calcular as propriedades de materiais compósitos a partir das propriedades de cada parte componente utilizando matemática para fazer essa média aproximada. Como não sabia exatamente o que fazer na época, esse projeto foi perfeito. Aprendi muito com meus orientadores: uma engenheira civil e um cientista de computação. Tive trabalhos publicados a partir desse trabalho que me ajudaram a entrar no doutorado e conseguir realizar uma parte do doutorado no exterior. Eu não me considerava exatamente apaixonada pela aplicação em si, mas a técnica que aprendi poderia ser aplicada a outras áreas que não necessariamente a engenharia civil. 

E, na verdade aquele conhecimento foi essencial para realizar um segundo pós-doutorado no exterior, dessa vez na Itália. Dessa vez tive oportunidade de trabalhar no desenvolvimento de uma ferramenta para orquestrar a simulação de modelos multiescala para diagnóstico e prognóstico de tumores sólidos em que foi necessário desenvolver funções de homogeneização.

Quando decidi me inscrever para o doutorado tive oportunidade de mudar a área de aplicação e estudar métodos e técnicas novas o que realmente me motiva bastante. Sempre gostei de aprender coisas novas. No doutorado pesquisei modelos para representar infecções e a resposta do organismo utilizando equações diferenciais. Desenvolvi uma técnica de acoplamento de modelos e pude trabalhar com um modelo de infecção em um grande laboratório de pesquisa no exterior.

Se está lendo antes da pós-graduação: Lembre-se de definir um projeto que te instigue e te motive a buscar uma resposta. Siga um pouco o que sua intuição te diz.

Se está lendo durante a pós-graduação: No início é possível trocar o tema se for algo que esteja mais desgastante do que interessante. Pergunte-se se realmente gosta do assunto que está estudando ou se qualquer coisa parece mais importante do que o que tem que fazer agora. Lembre-se também que no dia a dia todo trabalho tem as partes chatas e, é importante não perder o foco no objetivo final. Lembre-se porque está fazendo isso.

Se está lendo depois: Olhe para trás e concorde comigo que é mais fácil quando escolhe um tema que realmente te motiva a querer saber mais. Se tiver uma opinião diferente deixe um comentário. E se acredita que esse texto pode ser útil a quem está começando, compartilhe!

Série: Sobrevivi à pós-graduação – Comece pelo tema

Vou fazer uma pequena introdução a esse post. Há alguns anos escrevi uma série de textos curtos no formato de dicas rápidas para quem pensa em entrar ou já entrou numa pós-graduação. Esse projeto ficou completamente esquecido e só lembrei porque encontrei um arquivo estranho enquanto fazia um backup do notebook. Lendo novamente percebi que as coisas que havia escrito continuavam fazendo sentido e resolvi postar aqui no blog como uma série de posts. São textos curtos sobre coisas que deram certo para mim ou que eu sabendo o que sei hoje teria feito melhor.


Quando eu entrei no mestrado, não era exigido um projeto para começar. Apenas ao final do terceiro trimestre depois de cursar todas as disciplinas que eram obrigatórias que deveríamos ter um projeto para a dissertação. Mas, independentemente da necessidade de ter o projeto no início ou não, acredito que seja interessante ter uma ideia do trabalho que será realizado para ter mais discernimento na escolha das disciplinas que irá cursar. Algumas disciplinas serão obrigatórias e comuns a todos independente do tema de pesquisa, mas, outras disciplinas que investirá o seu tempo devem preferencialmente ser relacionadas ao seu tema.

O objetivo é cursar disciplinas que te proporcionarão a melhor base possível para a resolução do problema proposto. Mesmo que não tenha um projeto formalizado, a dica é: tenha uma ideia clara do tema que tem interesse e converse com professores dessa área no seu programa antes de começar, se possível! Mesmo que não siga à risca um determinado projeto, sabendo o tema desde o início terá ao menos uma base para seguir e fazer ajustes conforme necessário.

Ah, mas eu não tenho ideia de tema… Será? No fundo se está pensando em cursar uma pós-graduação você tem uma ideia do que gostaria de fazer. Mas se realmente não tem ideia nenhuma, não se preocupe. O importante é conversar com possíveis orientadores. Eles terão capacidade de te dizer se a ideia vale a pena ser investigada. Ou possivelmente te apresentar ideias de projeto que eles estão trabalhando que tenham a ver com seu perfil.

Eu tinha uma ideia muito vaga do que gostaria de fazer e não conhecia os professores da instituição (e além disso eu era extremamente tímida). Tive sorte de uma professora me propor trabalhar em um projeto de pesquisa enquanto eu ainda cursava as disciplinas. Nesse projeto acabei saindo da minha ideia inicial mas foi ótimo e aprendi demais! E tive contato com outro professor que viria a ser meu orientador de doutorado em outro tema que tinha mais a ver com minha ideia inicial. Mas isso é assunto pra outro post.

Se está lendo antes da pós-graduação: aproveite o tempo que tiver disponível para pensar no seu tema/projeto. Converse com possível/eis orientador/es e trace pelo menos uma linha geral e quais disciplinas são realmente úteis para a solução do problema proposto.

Se está lendo durante a pós-graduação: Espero que já tenha orientador/es e projeto definido, senão procure o quanto antes possível/eis orientador/es e converse com eles a respeito. E converse também com os colegas sobre o assunto. Eles já tem tema definido? Como fizeram?

Se está lendo depois: Faria uma recomendação diferente? Deixe um comentário! Se acredita que essa dica é útil, envie para alguém que está começando 😉


Obs: eu tinha escrito os textos pensando em pós-graduação stricto sensu. Mas para quem está fazendo ou pensa em fazer uma especialização lato sensu a dica muda pouco. O curso de especialização geralmente já possui todos os módulos pré-definidos e, portanto a ideia de escolher disciplinas de acordo com o tema não se aplica. No entanto, ter uma ideia de tema desde o início continua sendo interessante para saber quais professores pode procurar para orientarem a monografia.